quarta-feira, 30 de abril de 2014

TENTANDO

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Tentando

(letra e música: Éwerton Oliveira)

O passarinho tem que voar
mas nunca voou;
sua mãe o ensina
e atenção ele presta,
anota todas as regras
para aplicar na hora certa.

E o dia chega
em que ele vai voar
pela primeira vez;
sua mãe nada diz,
e ao galho o conduz
para que ele pule.

(refrão)
Só se aprende a voar
voando;
só se aprende a acertar
tentando (e errando).

Ele tudo observa
com ar de estranheza,
como um estrangeiro
pisando em outra terra
vê os outros voando
para tentar copiar.

Observando o voo alheio,
esquece toda a teoria
e a estes tenta imitar
batendo nervoso as asas
de forma diferente
achando que faz igual.

(refrão)

Ele quase cai,
a águia quase o pega,
esbarra em flores e espinhos,
e torto faz o caminho,
mas volta salvo ao seu lugar,
mas volta salvo ao seu lugar.

A mãe orgulhosa o beija,
diz que ele voou;
e depois mais vezes ele tentou,
se machucou, mas aprendeu,
e se aprimorou,
e a outros ensinou
se vendo
nos aprendizes cometendo os mesmos erros
na esperança de ter os mesmos acertos.

(refrão)

 https://www.youtube.com/watch?v=1bEaE0hXaRo

terça-feira, 29 de abril de 2014

PRÉDIOS QUE APONTAM PARA O CÉU

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Prédios que apontam para o céu

(letra e música: Éwerton Oliveira)


(refrão)
Os prédios que apontam para o ceú
como armas que pressentem o perigo
de toda altivez estão munidos,
os prédios que apontam para o céu.

O homem se prepara e ataca
com armas cada vez mais fortes,
com prédios cada vez maiores,
mais altos, mais largos, com mais tijolos.

Os arsenais se levantam imponentes
e diminuem o que há de mais humano,
e se erguem cada vez mais soberanos
com o intuito de atirar em quem se opõe.

O homem se prepara e ataca
com armas cada vez mais fortes,
com prédios cada vez maiores,
mais altos, mais largos, com mais tijolos.

Quer se defender de sua frágil construção
fazendo castelos que saem do chão
com pontas que atiram
no que limita a ambição
de ser dono do destino
sem causar um arranhão
a não ser naquele que atira,
a não ser naquele que atira.

(repete refrão)

Os prédios que apontam para o céu...

 https://www.youtube.com/watch?v=tLPCf59Qdt8

segunda-feira, 28 de abril de 2014

REGISTRO


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Registro

(Letra e música: Éwerton Oliveira)

Diante da força do mar,
que inspira toda potência,
tentei esculpir o mundo
usando a frágil areia;
com toda dedicação, paixão
e esforço que podia haver
com detalhes o mundo eu criei
e nas costas eu o pus e levei;

mas Atlas
não sou
e o meu
mundo
se
des
man
chou.

Se não pude fazer
o mundo do meu jeito,
o jeito era tentar fazer,
criar meu próprio reino
com pessoas que me amassem,
que agissem como eu queria,
mas diferenças havia:
se rebelaram contra o rei,
me destronaram, e olhando eu fiquei

o mar
derrubar
o meu
cas
te
lo
de
a
reia.

Então tentei ter controle de mim
e uma estátua minha eu fiz;
seu cérebro moldei com atenção,
mas seu coração me fugiu das mãos;
perdi o controle e a esperei ruir;

a
areia
par
tiu
-se
e
caiu
sobre
mim.

Quando chorando eu pensava
que nada eu podia controlar,
nada mudar, nem criar,
que nada dependia de mim,
percebi que nem tudo o que eu fiz
se quebrou por total -
pedaços ficaram
usados por outros
em outras estátuas
onde estavam gravadas
minhas digitais
assinadas com o dedo
que por muito tempo
seriam memória dos feitos -
seria registro imortal.

 https://www.youtube.com/watch?v=0TmHUTY8b6U



sábado, 26 de abril de 2014

PAZ

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Depois de colocar uma melodia em Peace, de Henry Vaughan (que está na postagem abaixo), decidi fazer uma tradução para o poema. Uma tradução vinda de mim não sai lá estas coisas (rsrs), mas ajuda a mais ou menos entender sobre o que falam os seus versos...

Paz 

ao Prof. John Milton

*"Peace", poema de Henry Vaughan (1622?-1695)
música e tradução: Éwerton Oliveira


Minh'alma, há um lugar
Bem longe, entre as estrelas
Onde existem anjos hábeis
Preparados pra lutar
Sem mal, desordem ou perigo
Lá está a Suave Paz, reinando feliz
Seu Filho, humilde nascido
Comanda os batalhões
Ele é seu grande Amigo
E (ó minh'alma acorde!)
Por puro amor Ele desceu
E por você Ele morreu
Se você puder ir lá
Lá cresce a flor da Paz
A rosa que não murcha
Tua força, tua paz
Esqueça o que não importa
Pois nada te suporta
Só Aquele que não muda
Teu Deus, que é vida e cura.

 https://www.youtube.com/watch?v=RA4MF7yql3k

PEACE

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Quando estava na faculdade, eu tinha um seminário para fazer sobre um autor britânico (do País de Gales) chamado Henry Vaughan (mais ou menos contemporâneo de poetas metafísicos ingleses como John Donne). O poema Peace me agradou pelo seu tema e pela musicalidade - algo que me inspirou a colocar uma melodia nele. Justamente por ser um poema "musical", não demorei 10 minutos para achar a melodia e os acordes necessários para "transformá-lo" numa música...

Peace 

ao Prof. John Milton

*poema de Henry Vaughan (1622?-1695)
música: Éwerton Oliveira

My soul, there is a country
Afar beyond the stars
where stands a winged sentry
All skillful in the wars
There, above noise and danger
Sweet Peace sits, crown'd with smiles
And One born in a manger
Commands the beauteous files
He is thy gracious friend
And (O my Soul awake!)
Did in pure love descend
To die here for thy sake
If thou canst get but thither
There grows the flow'r of peace
The rose that cannot wither
Thy fortress, and thy ease
Leave then thy foolish ranges
For none can thee secure
But One, who never changes
Thy God, thy life, thy cure.

 https://www.youtube.com/watch?v=AiMI1TbDMPc

sexta-feira, 25 de abril de 2014

ENSAIO

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Eu tinha uma amiga na universidade que estava fazendo um curso de teatro. De certa forma, naquele momento em que eu cursava a faculdade de Letras, ela me inspirou para compor esta música...

Ensaio

(letra e música: Éwerton Oliveira)

No ato nosso de cada dia
de cada cena de nossas vidas
que tanto temos trabalhado em cima
ensaiando à perfeição divina
entramos em personagens
que enfrentam a plateia e a realidade
de aplausos e vaias,
verdadeiros ou máscaras
de quem de nós precisa algo ouvir
e aprender
com a trágica redenção,
e a sorrir
com o possível final feliz.

Duelando com a cortina
em busca de um final feliz;
com a lança do faz-de-conta
que aponta pra realidade.

E a cada crítica recebida,
indiferença concedida,
o ator aprende e levanta a cortina
e no palco pisa
engolindo a dor que deveras sente
mostrando a comédia presente
que há no roteiro da vida
que nos indica
que é melhor ser aplaudido como ator secundário
do que como ator principal ser vaiado;
e no dia que os aplausos mais aplausos vierem
é preciso lembrar e saber
que por trás sempre há um diretor.

Duelando com a cortina
em busca de um final feliz;
com a lança do faz-de-conta
que aponta pra realidade.

 https://www.youtube.com/watch?v=Fswfl_oWiiU

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O BOM VIZINHO

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O bom vizinho

(Letra e música: Éwerton Oliveira)

Não rompa as fronteiras,
pois posso usar de minha defesa;
só entre aqui
se for por diplomacia.

Se queres comerciar, farei,
só não use o narcotráfico;
dê-me um presente
que não seja um cavalo de Troia.

Assim serás um bom vizinho,
assim serás um bom vizinho.

Não ponha cercas nem muros,
pois eu os derrubarei;
aqui haverá consulados
e não bases militares.

Que não haja imperialismo;
deseja mesclas culturais?
Respeite primeiro a minha cultura.

E se entregas sua filha como minha esposa,
que não seja para tomar depois o meu reino.

Assim serás um bom vizinho,
assim serás um bom vizinho.

 https://www.youtube.com/watch?v=yh90CrsvjUg

quarta-feira, 23 de abril de 2014

INVENÇÕES


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 Invenções

(Letra e música: Éwerton Oliveira)


Um dia sem medo
o homem criou o espelho
e sua foto ele viu;

era a imagem do mundo
do inventor do futuro
que parecia sem fim;

o passado era ermo
a vida nem era termo
e tudo era pra trás;

só que Homo Sapiens chamava,
andou pra frente, criava
naquilo que é natural.

A roda inventou,
a escrita criou,
e se impulsionou;
porque a primeira desliza,
e a segunda explica
e ensina tudo com cor.

Da pedra ao automóvel
com raciocínio tão móvel
que viajou de avião;

é o telefone sem fio,
que aumentou o seu brio
de expressar-se a distância;

facilidades vieram,
confortos vários trouxeram,
ebulição sem igual;

parece indispensável,
parece tão suportável,
inteligência anormal.

O computador ascendeu,
a Internet se deu,
e o rádio falou;
porque o primeiro digita,
e a segunda aproxima,
já com o terceiro há o som.

Somos humanos, somos superiores,
criamos coisas, melhoramento à vista;
o auge expande o peito de orgulho,
mas ainda há velhas armas de fogo.

 https://www.youtube.com/watch?v=fui8o5Oz2X0

CONSCIÊNCIA

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Esta música também foi composta quando eu tinha uns 16 anos, no Ensino Médio, para um trabalho escolar... e acabou virando uma das músicas pelas quais eu tenho mais carinho. Ela quase se tornou, na época, um "hit" na escola onde estudei... rsrs

Consciência

(Letra e música: Éwerton Oliveira)

Por que você age assim?
O egoísmo é algo tão ruim,
o desrespeito só leva ao fim,
por que você age assim?

O mundo não pertence a ti
e não pertence só aos outros;
você não vive e está sozinho,
e uma engrenagem é o que somos.

(refrão)
É preciso consciência,
o que eu quero é consciência;
é preciso consciência,
se você a tiver isto vai ser a diferença.

Capitalismo, competição,
ser o primeiro, desunião,
ter o prazer contra o irmão,
civilidade em extinção.

Viva o sistema desigual,
viva a rejeição social,
tudo parece tão normal,
é o costume com o que é banal.

(repete refrão)

Mas o que eu disse é em vão,
será esquecido em um mês;
até porque tenho certeza,
tudo será feito outra vez.

(repete refrão)

 https://www.youtube.com/watch?v=vK1t0ihIfDo



sexta-feira, 18 de abril de 2014

MEU IDEAL (Versão Editada)

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Eu queria dedicar esta postagem aos meus amigos de Ensino Médio, Johnny Neves e Jefferson Gomes, e ao nosso sonho (não realizado) de montar uma banda de rock...rsrs

Eu havia criado um arranjo de teclado para "Meu ideal", e o Johnny tinha feito um dedilhado de violão para ela. Na época, o Johnny tinha um programa de edição no seu computador, e ele conseguiu juntar voz, violão e teclado nesta versão da música...



https://www.youtube.com/watch?v=h8orBJKbgJM&feature=youtu.be




terça-feira, 15 de abril de 2014

MEU IDEAL

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Esta foi a primeira música que compus na minha vida - sempre com a ajuda do violão. Os acordes usados nela eram os únicos que eu conseguia fazer no instrumento naquele momento. Eu devia ter uns 16 anos... Há 12 anos atrás...

Meu ideal 

(Letra e música: Éwerton Oliveira)


Que os mais belos verdes campos
tornem-se agora mil pântanos
de amargura, dor e sátira,
que substituirão a sua graça.

Estranho mau pensamento,
que configura um sentimento
para sempre verdadeiro,
quase nunca sem argumento.

Mas não quero a paz que traz a guerra,
não preciso de um bem que traz o mal;
quero ser o direito, não o que erra,
e não vou mais mudar esse ideal.

E que minha vida dedicada ao teu bem
seja agora voltada ao prazer
de meu extremo amor ver-te sem,
querendo algo dele ter.

Porque por dez mil vidas eu te amei,
e por dez mil vidas me negaste:
agora pagarás o que eu te dei,
e saberás qual é a minha outra face.

https://www.youtube.com/watch?v=HCHm1jWjS1M&feature=youtu.be